/ 11.nov.2016

Quem é radical?

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Eu sou radical?

Porque uma criança (ou adulto) que come saladas variadas, todo tipo de carne, frutas, verduras, legumes, fermentados e outros alimentos frescos tem uma alimentação RESTRITA, mas aquela criança que não come nada disso, mas come salgadinho, pirulito, bala, chocolate, fast food e outros lixos, essa tem infância, “Aahhh essa é feliz….” Que conceito de infância e felicidade é esse, minha gente?

Pensem um pouco.

Pra quem está de fora, pareço radical.

Quando eu decidi cortar uma série de itens da minha rotina alimentar, fui chamada de radical.

Radical é a nossa cultura que nos impões tanto lixo, literalmente goela abaixo!

A humanidade não chegou até onde chegou comendo pacotes, latas, refinados e industrializados. A humanidade se desenvolveu e prosperou comendo comida de verdade, comendo só quando tem fome e só o suficiente para saciar essa fome, nada a mais.

Parece difícil nos dias de hoje, com tanta oferta, tanta fartura e tanta gostosura, mas reprogramar as nossas vontades e o nosso organismo para uma volta no tempo, é a melhor coisa que podemos fazer pela nossa saúde. Sim, parece difícil e no início realmente é difícil. Se eu não fosse apaixonada por mudanças e transformações na vida das pessoas, eu não estaria até hoje trabalhando com isto.

E sei que sair da nossa zona de conforto é muito difícil.

Mas cuidemos para não sermos restritos c/ a nossa alimentação pálida, super-processada e julgar os “radicais”.

Se você acha que criança só é feliz se comer açúcar… você tem um problema, meu amigo, você tem uma mente restrita.

Vem toda semana criança no consultório com dermatite, problemas alérgicos, asma, olheiras, cansaço, irritação, hiperatividade, falta de foco, unhas fracas, anemia, alergia alergia e alergia. E até o pai chegar até mim (ou lembrar do nutricionista) ele passou por 3 médicos e talvez uns 5 remédios antes. E a última coisa que parece ser lembrada, é a “””comida”””ou – a falta dela – no prato.

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Em 2015 foi decretado ilegal oferecer refrigerante para crianças na cidade de Davis (Califórnia) 

Passam uns dias em que a criança retoma a comida de verdade, e remédios, fungação, irritabilidade, visitas à hospital, sintomas, tudo se vai.

E eu não culpo ninguém aqui, mas que sejamos mais RESPONSÁVEIS e atentos com o que é dado como rotina. De fato não fomos ensinados à saber que os biscoitos, os doces, as massas, os iogurtes, os “molhos”, os “sucos” não são adequadas, são comidas desenvolvidas por laboratório.

 

Me chame de antiga (apesar dos meus quase 30), mas, pra mim, criança feliz é aquela que volta na consulta dizendo que agora come bem, de tudo um pouco, tem disposição pra brincar muito, dorme cedo, tem os pais presentes na mesa e sim, muito ocasionalmente, come uma besteira.

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Quem opta por comida de verdade parece ter que se desculpar com a sociedade por isso. E eu peço que isto se interrompa. Que o cachorro quente comece à ser mais “restrito” em nutrientes necessários pra uma criança se desenvolver e o sanduíche com verduras, a sopa, o feijão, volte pra cultura familiar. Sejamos mais sérios em relação à nossa alimentação. E mais responsáveis do que ofertamos à nossas crianças. Há muito tabu pra falar de vício de comida, de obesidade, mas falar de vício de cigarro, drogas, é mais fácil. E eu me senti assim durante muito tempo, já tive meus vícios e não sabia. Porque a sociedade, não nos deixa pensar ou nos responsabilizar que estamos viciados e alimentados com lixo. Porque é “radical” tentar tirar farinha, processado e açúcar da vida. Radical é o bicho que sai de casa pra comprar uma caixa de leite, pega fila, bebe água suja com hormônio indutor de câncer enquanto poderia ter ficado em casa, triturado um punhado de amêndoas no liquidificador com água e ter feito uma bebida preventiva de amêndoas deliciosa.

Peço que não sintam a necessidade de se desculpar por nada. Por deixarem de comer nada. Porque o que menos existe num mundo de infinitas possibilidades, é a restrição.

Esteja em paz com as suas escolhas – que não considero radicais -, respeito as escolhas dos outros, mesmo que eu não concorde com elas. E se vc me leu até aqui, que eu tenha conseguido me comunicar da forma mais amorosa possível, pois por tudo que vivo, sinto, pratico e estudo, vou continuar abraçando a saúde e divulgando ao máximo que puder. E com compaixão e vontade de melhorar o mundo inteiro, dos poucos aos muitos vamos andando, acordando e compartilhando cada dia mais, tudo que é VERDADEIRO.

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