/ 14.set.2016

Salmão consumido no Brasil não contém ômega 3

Salmão do mar ou selvagem, como é mais conhecido, é um excelente alimento.

Infelizmente o alto consumo desse peixe levou o mercado a perceber que poderia ter altos lucros com ele.

Surgiu então o salmão de cativeiro, que nada tem a ver com o salmão selvagem encontrado na América do Norte, com sua carne naturalmente laranja, que vive em liberdade no oceano e que na época da reprodução sobe para os rios.

Este é o verdadeiro salmão, raro, colorido à base de uma dieta composta entre outras coisas de camarão e krill, um rico nutriente das águas geladas do oceano, e representa infelizmente apenas 5% de todo o salmão vendido nos Estados Unidos e que chega ao Brasil em quantidades irrisórias e, por isso, é um peixe caríssimo.

A indústria do Salmão

Mais da metade do consumo mundial de salmão atualmente tem como origem viveiros produtores do Chile, Canadá, Estados Unidos e norte da Europa.

Esse salmão não tem as mesmas qualidades nutricionais do salmão selvagem.

Por outras palavras, nutrientes como ômega 3, vitaminas A, D, E e do complexo B, magnésio, ferro, presentes em abundância no salmão selvagem, não passam de traços insignificantes nos peixes criados em cativeiros e vendidos nos supermercados por preços tão acessíveis.

É importante saber que o salmão natural se alimenta de fontes de ômega 3, como algas oceânicas e fitoplânctons. Assim, ele converte e armazena esse ômega 3 em sua carne.

Já o salmão de cativeiro é alimentado com ração, que não apresenta nenhum ômega 3 em sua composição.

O peixe de cativeiro tem uma cor que vai do cinza ao bege claro, talvez no máximo um rosinha pálido.

Ele fica depois com um laranja vivo graças ao uso de corantes.

No caso do peixe de cativeiro, os produtores costumam usar astaxantina e cantaxantina sintéticas, derivadas do petróleo.

A astaxantina e a cantaxantina sintéticas também são usadas na ração de galinhas, dando um tom mais alaranjado às gemas de algumas marcas de ovos “tipo caipira”.

Em grandes quantidades podem causar problemas de visão e alergias.

Estudos mais recentes apontam a astaxantina sintética como tóxica e cancerígena.

Para piorar a situação, muitas vezes os ambientes onde são criados têm higiene duvidosa, levando os peixes a receber altas doses de antibióticos e sua alimentação é muito gordurosa, à base de farinha e azeite de peixe.

Principais diferenças

À esquerda, posta de salmão de cativeiro; à direita, de salmão selvagem

– Salmão Selvagem:

Custa o dobro, mas suas principais diferenças estão na qualidade e nos benefícios.

Come crustáceos coloridos e, por isso, a cor rosa-suave.
Possui grandes quantidades de ômega 3.

Sua textura é macia e aveludada, como todo peixe gordo, e desmancha na boca.

– Salmão de Cativeiro:

Come ração e os corantes sintéticos dão cor à carne, normalmente bastante alaranjada.

Menor quantidade de gorduras boas, grande quantidade de gorduras saturadas.

Textura de peixe: normalmente muito macio à mordida.

Químicos e transgênicos

A vantagem do cativeiro é padronizar o produto, garantindo assim a estabilidade da oferta. Garantimos também a candidatura do salmão à extinção. Daqui há alguns anos só teremos fazendas de peixes,principalmente se for aprovado o salmão transgênico, desenvolvido nos Estados Unidos pela empresa de biotecnologia Aqua Bounty Technologies. Essa nova raça artificial pode atingir o tamanho de mercado na metade do tempo que leva um salmão selvagem para crescer (de 22 a 30 meses). Claro que se por acaso um desses “espécimes” escapar para o ambiente natural, a tragédia genética e o impacto ambiental serão inevitáveis.

Os salmões são criados em tanques rede (cercos de tela de nylon) com pouco espaço e regime de engorda intensiva. Muito parecido com o que se faz nas granjas de frangos. À ração misturam-se altas doses de antibióticos, fungicidas e vermicidas, para evitar doenças e o rendimento da produção.

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Só para se ter uma idéia, a indústria canadense gasta cerca de 7 toneladas de antibióticos em seus cultivos todos os anos.

 

O salmão preparado em restaurantes e vendidos em supermercados na América e na Europa são, em sua maioria, de criações em cativeiros. O Brasil, por exemplo, é o terceiro maior importador de salmão do mundo, só fica atrás do Japão e dos Estados Unidos.

A principal diferença entre os dois tipos do peixe é que o salmão selvagem é essencialmente carnívoro e se alimenta, entre outras coisas, de algas oceânicas e fitoplâncton, substâncias fontes de ômega 3. O mesmo pescado produzido em cativeiro é alimentado com ração, que não possui o ácido graxo essencial.

O salmão natural não tem capacidade de armazenar a substância, mas converte e a armazena em seu organismo.

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Ainda, uma das desvantagens da criação em cativeiro é o risco da proliferação de doenças.

PIGMENTAÇÃO – O salmão de cativeiro é colorido artificialmente, um reflexo da alimentação do peixe durante o crescimento. Para adquirir a mesma cor da espécie livre, são adicionadas à ração carotenóides, como a astaxantina e cantaxantina. “O consumo excessivo destes pigmentos pode causar intoxicação e alergias”, alertou Garcez em entrevista ao UOL.

Em 2004, a revista Science publicou uma pesquisa conduzida pela State University de Nova York, em Albany (EUA). O estudo descobriu que o salmão de cativeiro era nocivo à saúde porque tais pigmentos eram substâncias cancerígenas. Duas toneladas métricas de carne de salmão em estado selvagem e criado em cativeiro foram usadas para a conclusão da pesquisa.

Para a especialista, os poluentes e pesticidas mostrados na pesquisa não são resultado da pigmentação artificial ou da ração dada aos peixes. Garcez reitera que o ambiente artificial em que os peixes são criados é mais passível ao aparecimento de patologias microbiológicas, que por anos eram combatidas com substâncias tóxicas.

 

Leia mais: http://karenschlosser.com.br/10-alimentos-que-voce-deve-parar-de-comer-agora/?preview=true 

 

 

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